O que aprendi fazendo meu primeiro infoproduto

Bibiana Comunicação & Escrita 0 Comentários

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Começou assim: assisti um workshop – ou vários – da Diva Regina, tive uma ideia, e executei. Foi minha primeira inserção no mundo das campanhas de mídia e produção de infoproduto. Gostei e quero mais!

mencionei no passado que não me importo com os números do blog por uma série de motivos. Mas… resolvi tirar um dos motivos dessa equação: a ignorância.

Fui estudar o porque dos tais números, e o que descobri fez muito sentido. Então, executei uma campanha {chique, né?}, e agora vou te mostrar o que fiz, porquê, e como. 

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Infoproduto

Um dos usos que a Diva Regina coloca nesse workshop {disponível free por tempo limitado, então aproveita!} pra um infoproduto gratuito é criar e manter relações com leitores. Uma das maneiras de fazer isso é – rufem os tambores – pelas redes sociais.

E aqui entra uma das importâncias dos números: quanto mais gente souber que tu existe e que tu tá fazendo algo brilhante, maior a chance de tua mensagem alcançar a pessoa certa. E maior também a chance de alguém que não te conhece, te conhecer – e, claro, amar o que tu faz. Isso chama Teoria dos Laços Sociais. Eu disse que fui estudar… Mas não vou entrar em detalhes aqui.

Vem daí a ideia de criar uma campanha pra aumentar meus laços. Associa isso ao super-mega-hiper-ultra-magnífico workshop sobre infoprodutos da Diva Regina, e temos uma brilhante ideia! Um infoproduto – espero que seja o primeiro de muitos – que aumente meus laços na grande rede. Afinal, o que é gostoso tem que ser compartilhado com o mundo!

A ideia

Então, resolvi começar com algo fácil e rápido – pra mim. Uma campanha pra redes sociais sobre um assunto que domino. Escolhi os princípios da tipografia, um dos vértices da tríade do design: Tipografia, Composição e Cor. Decidi fazer gráficos com dicas curtas sobre tipografia, apresentando os conceitos básicos – afinal, meu público é o empreendedor criativo leigo em design {focar nas necessidades do público é muito importante quando criando infoprodutos!}

Esses gráficos seriam compartilhados diariamente nas redes sociais – a princípio, Twitter e Facebook. O Instagram ficaria de fora dessa festa por razões filosóficas – a ideia de simplesmente compartilhar um gráfico numa rede social cuja base é a foto me incomoda. Coisa de ex-perfeccionista em recuperação que pensa demais. Ignora a louca.

E, claro, antes de mais nada, considerei as três funções do produto, como boa designer:

  1. Função estética – também conhecido por “tem que ser gostoso, chamar atenção da criatura leitora”;
  2. Função simbólica – também conhecido por “tem que ser divoso, pegar a criatura leitora de jeito”;
  3. Função prática – também conhecido por “tem que ter um propósito além de ser gostoso e divoso”.

A execução

Com tudo isso em mente, parti pra guerra. Comecei escrevendo as dicas, uma a uma, até chegar a um número muito significativo. Mentira, o número foi aleatório. Fechei em 15 dicas, que a princípio e graças à Rockndazs, seria o primeiro nome do rebento: #15dicas15dias. Tanto que os primeiros gráficos que foram publicados têm essa hashtag. Uns dias depois escolhi mudar o nome pra #15diasdedesign, por uma questão prática: ter design no nome. Como já mencionei antes, é melhor fazer primeiro e ajustar depois do que tentar fazer perfeito e não sair nunca. Então, fiz, revi, ajustei. Digno.

O propósito

Com o infoproduto finalizado, foi hora de planejar a publicação. Como era campanha, o ideal é publicar diariamente. E graças a uma série de cálculos e anos de pesquisa, chegou-se à conclusão que o melhor horário pra publicação em redes socias é entre 12h – 14h. Tem um monte de estudo encima desse assunto, o babado é científico, mas não vou entrar em detalhes aqui. Mais adiante faço um post sobre o assunto, ok?

O resultado

Outra coisa a pensar quando criando campanhas pra redes socias é o objetivo da campanha. Engajamento, likes, compartilhamentos, etc… Como era minha primeira campanha, defini meu objetivo como ‘vou fazer pra ver no que dá’. Muito científico. Mas era bem esse o propósito: conhecer as águas, saber como funciona, e o que dá da coisa toda.

Pensa assim: lembra quando tu era criança, e ia entrar numa piscina pela primeira vez? O que tu fazia: botava o dedinho do pé, descia pela escada, se aclimava ao ambiente, pra depois se soltar? Ou se jogava com toda a força, fazendo uma bomba d’água que jorrava pra todos os lados? Poisé, eu era do primeiro grupo. E sigo sendo.

Então, essa campanha, #15diasdedesign, foi minha maneira de testar as águas. E diria que foi um sucesso, porque:

  1. os números. Gente, os números. Me apavorei com os números!
  2. o engajamento. Nossa, ver o pessoal curtindo e compartilhando algo que tu fez, na solidão do teu computador, é lindo. Mesmo.
  3. as possibilidades. Já comecei a pensar no que vou aprontar a seguir, e tem coisa boa saindo do forno!

O ajuste

Quer saber mais sobre design? #15diasdedesign @bergamotadesign

Uma foto publicada por Bergamota Design (@bergamotadesign) a


Mencionei que a princípio não entraria com a campanha no Instagram. Isso porque acho muito estranho simplesmente colocar um gráfico lá, considerando que é uma plataforma pra compartilhar fotos. Daí lembrei de uma marca que começou a usar o Instagram há uns anos, e achou uma ótima solução pra esse problema: passaram a desenhar o conteúdo em post-its e fotografar o dito cujo, com cores e fundos diferentes, e ficou o máximo {se alguém lembrar quem fez, por favor me fala!}.

Então tive a brilhante ideia {gente, olha o senso de humor! Quando digo brilhante ou coisas do gênero, não é pra me vangloriar, é só pra adicionar um pouco de humor a um texto bem longo e levemente técnico, ok?} de fotografar o gráfico na tela do computador, e compartilhar essa foto. Gostei e achei digno, porque mantém a consistência visual, sem quebrar totalmente os paradigmas da plataforma. Também fiz print screens com o próprio smartphone dos gráficos compartilhados no Twitter, que achei uma boa solução também.

O que aprendi

Primeiro, aprendi que aprender nunca é demais. Lindo isso, né?

Segundo, aprendi que a tal da resistência é o que trava, e devo parar de ouvir ela. Pra ontem.

Terceiro, aprendi que a gente conhece muita gente legal nas redes sociais.

Quarto, aprendi que devo fazer mais infoprodutos. Porque, gente, os números!!!

Quinto, aprendi que os números realmente são importantes, e não só pelo fator ego.

Sexto, aprendi que adoro conhecer coisas novas.

É isso.

Ficou curioso pra ver o tal infoproduto?

Como eu sou legal, aqui está – em ordem completamente aleatória:

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Quem escreveu

Bibiana

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Diva mor na Bergamota Design. Designer por formação. Mestranda por opção. Curiosa incurável. Stand up comic nas horas vagas.

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