Objetivos realizáveis e sucesso pro novo ano!

Bibiana Conversas entre A & B 2 Comentários

O tempo estimado de leitura é de 6 minutos

Então, 2016 está chegando. É hora de pensar nas tais resoluções de ano novo, de refletir sobre o ano que se despede, de agradecer por tudo que aconteceu em 2015, o bom, o ruim, e o meio termo. De relaxar, de recarregar as baterias, e se preparar pro que vem adiante. E também de mapear os objetivos pro ano que chega.

Normalmente, não faço uma lista de resoluções pro ano novo. Nas poucas vezes que tentei, foi um fracasso total. E agora, depois de tirar uns dias de folga, de não fazer nada além de dormir e pensar e ler e assistir muita coisa boa no Netflix {fala sério, melhor invenção desde o photoshop e a cola quente!}, consigo ver o porque das tentativas anteriores terem sido o fracasso total que foram. E ter uma ideia de como tentar de novo, versão 2.0, melhorada e brilhantosa.

Objetivos realizáveis e sucesso pro novo ano | bergamotadesign.com Minhas reflexões de fim de ano e objetivos de ano novo, meu processo de coaching, meus fracassos e sucessos, e meus desejos pra ti nesse ano que chega.

O porque dos meus fracassos

Na verdade, é bem simples: eu tento abraçar o mundo. Sabe como é? Aquela auto sabotagem básica, de resolver não só fazer uma coisa, mas dez mil ao mesmo tempo. De querer que tudo seja perfeito na primeira tentativa. De idealizar algo estrondoso, só pra dar com os burros n’água porque, né, perfeição não existe. De querer controlar os mínimos detalhes, e acabar esgotada, sem terminar nada porque… {insira aqui as dez mil desculpas diferentes que uma mente criativa consegue imaginar pra desistir de algo porque simplesmente não tem energia pra continuar controlando os dez mil pratos que inventou de equilibrar ao mesmo tempo}.

Tem uma música do Radiohead {minha banda preferida, btw} que ilustra perfeitamente como me sinto quando vou perdendo o controle dos dez mil projetos que tento manejar ao mesmo tempo. Lembra daqueles malabaristas de circo, que giram pratos incansavelmente? Pois é.

A música chama “Like spinning plates” {Como girar pratos, talvez? É difícil traduzir nomes de músicas, principalmente as do Thom Yorke}, é do álbum Amnesiac, de 2001, e perdi a conta de quantas vezes ouvi enquanto tentava balancear os dez mil pensamentos girando na minha cabeça pós-adolescente – ainda-não-adulta. Ah, o pathos juvenil…

2015: o ano de tomar as rédeas

Mas, voltando. 2015 pra mim foi um ano pivotal. Foi o ano em que finalmente tomei controle da vida, do presente, do futuro, enfim, de mim. Decidi {em 2013} mudar a maneira como via o mundo, o meu lugar nele, e minhas ações em relação a isso. Durante 2014, testei as águas. Tentei, errei, tentei de novo, e finalmente encontrei meu caminho, um que me alegra e satisfaz e enche o coraçãozinho de coisa boa. E, durante 2015, agi e tomei controle e comecei a colher os frutos. Só que…

Fui com muita sede ao pote. Pra quem nunca esteve perto de cavalos, deixa eu explicar essa expressão linda {sim, sarcasmo. Adoro.}. Após um galope muito forte, quando é hora de parar, é preciso acalmar o cavalo lentamente. Caminhar com ele um pouco, diminuir o ritmo cardíaco, e dar água aos poucos. Porque o instinto do cavalo é parar e encher a cara de água. O que causa problemas graves, como, no mínimo, uma baita dor de barriga {o que é bem complicado nos casos equinos}. E o mesmo vale pra humanos. Confia em mim.

Então, fui com muita sede ao pote, e tentei fazer muitas, mas muitas, coisas ao mesmo tempo. Tentei realizar todas as ideias maravilhosas que tavam guardadas na cachola. Mais ou menos como girar uns dez mil pratos ao mesmo tempo. O problema disso: exaustão.

Mas não só exaustão. A sensação de fracasso foi forte, porque – em típica maneira Bibiana – coloquei uma ideia fixa na cabeça de como as coisas deveriam ser e acontecer. E, é claro, as coisas não aconteceram como imaginei. Nunca acontecem, né? Agora imagina dez mil coisas não saindo exatamente como tu queria ao mesmo tempo agora? Aff!

Revendo conceitos

Uma das ações que fiz em 2015 foi fazer um processo de coaching. É claro, me coloquei objetivos absurdos, e a sensação de fracasso ao fim do processo foi tanta que travei mais ainda. Levei mais de seis meses pra conseguir assimilar os resultados e rever conceitos que precisavam urgentemente ser revistos. E quando a resposta veio, a sensação de alívio foi maior que a de fracasso. Afinal, finalmente encontrei a resposta que procurava quando comecei o processo.

Porque, veja bem, o meu problema todo não é incapacidade, ou inadequação, ou falta de estudo | grau | equipamento certo, ou qualquer das dez mil desculpas que coloquei na minha cabeça ao longo dos anos. O meu problema é que não me coloco objetivos realizáveis. Não, eu imagino como quero que a coisa seja, faço listas e mais listas, me jogo de cabeça, e quanto mais as listas crescem, mais cresce o pavor e a certeza de que não vou dar conta. Segue o desespero, e a desistência, e o sentimento de fracasso. Sim, ridículo. Entra aqui a necessidade de pedir ajuda aos universitários às pessoas que entendem do assunto.

Meu processo de coaching

Fiz meu processo de coaching com a Juliana Nunes, do DreamCoaching, diva maravilhosa gata poderosa coach extraordinaire. E também cliente fabulosa Bergamota 😉

Foi um trabalho longo, sofrido – pra mim -, e muito bem sucedido – a princípio, pra ela. Por que digo a princípio pra ela? Porque, pra mim, havia sido um fracasso, já que no fim do processo não tinha realizado nada do que me havia proposto a fazer.

O que me levou muito tempo pra assimilar foi a definição que ela dá pra um projeto bem sucedido. Afinal, a minha visão é megalomaníaca. Queria, em três meses, fazer o trabalho de três pessoas em um ano, pra começo de conversa…

Só que a Ju é uma pessoa normal, centrada, não megalomaníaca – ou seja, não eu.  Ela colocou objetivos realizáveis pro processo, e pra cada sessão individual. E, considerando esses parâmetros, realmente o processo foi um sucesso. Só levei uns seis meses – ou mais – pra perceber isso. E pra assimilar o que ela tentou me explicar: que não é necessário girar dez mil pratos ao mesmo tempo. Basta uns três ou cinco.

Foca nos objetivos realizáveis!

Foca nos objetivos realizáveis! | bergamotadesign.com

Então minha resolução de ano novo é parar de girar dez mil pratos ao mesmo tempo agora. É focar em objetivos realizáveis, não em ideais inalcançáveis. É desmembrar minhas listas gigantescas em pequenos passos {como diria Jack o Estripador, vamos por partes}. É focar em pequenos objetivos, realizáveis em curtos períodos de tempo, e aproveitar o sucesso, antes de passar para o próximo pequeno objetivo, e assim por diante.

É, basicamente, parar de ir com muita sede ao pote. Parar de imaginar como as coisas ficarão prontas, e sim focar no próximo objetivo. Uma coisa de cada vez. O tal do foco – que pra mim sempre foi algo dificílimo, mas agora parece possível.

Então, que o meu, o teu, o nosso, 2016 seja cheio de alegria, e música, e experiências, e amigos, e família, e pequenos sucessos. Que seja realizável, e não megalomaníaco. Que seja melhor que 2015, que já foi o máximo! Feliz ano novo!!!


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Diva mor na Bergamota Design. Designer por formação. Mestranda por opção. Curiosa incurável. Stand up comic nas horas vagas.

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