11 dicas pra fazer O TEU e-book

Bibiana Ferramentas & outras coisas 0 Comentários

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11 dicas pra fazer O TEU e-book | bergamotadesign.com Começa já a fazer teu próprio e-book. Segue essas onze dicas e aumenta tua lista de emails, te consolida como expert no teu nicho, e brilha mais que nunca!

Muito antes da Bergamota florescer, e das Conversas entre a & b ganharem o mundo, eu já tava ajudando empreendedores a fazer seu conteúdo brilhar. De fato, escrevi um livro ensinando a fazer livros – o que me pareceu justo, já que minha carreira empreendedora começou quando aprendi, em dois dias, a mexer em um software, que nunca tinha visto antes, e fazer 4 livros, o que nunca tinha feito antes. O livro foca em 11 ações a serem tomadas pra levar teu livro de mais um arquivo pegando pó no teu computador, a um e-book lindo e brilhante. Nossa conversa de hoje é uma passada rápida por essas ações, pra ti já colocar a mão na massa e fazer teu conteúdo ganhar o mundo.

A ideia do projeto surgiu durante discussões do curso Empreenda sua paixão. Várias das meninas tinham interesse em usar o e-book como ferramenta de marketing, mas não sabiam como fazer. Mencionei que faço livros, e que é possível fazer um e-book no Microsoft Word. A Karine Drumond me propôs uma parceria, de eu produzir o material e a Negócio de Mulher incluir no seu novo Curso online de WordPress. Aceitei o desafio! O livro está disponível como bônus para quem se inscreve no curso, e também como produto individual. Sem mais delongas {adoro essa palavra}, eis a lista!

11 dicas pra fazer O TEU e-book

Fazer um e-book é relativamente fácil. Basta saber o que está fazendo, e como fazer. É, talvez não seja tão fácil assim. Nessa lista incluí os onze itens essenciais pra fazer um e-book. Aqui foco no formato .pdf, que é um dos preferidos pelo público brasileiro. Pra começar, é preciso um conteúdo. Aí não posso te ajudar. Mas, se queres saber como transformar o conteúdo em um livro, bonito e bom de ler, chegou ao lugar certo!

1. Configure – comece do começo

Antes de começar a formatar o e-book – e considerando que o texto está pronto – é bom configurar duas coisas: a página e o texto. A página porque não adianta fazer tudo só pra perder horas de trabalho quando precisar modificar teu tamanho, orientação ou margens. E o texto pelo mesmo motivo.

Pra configurar a página, aconselho o formato A5, que é metade de uma A4 – a famosa folha ofício, disponível na papelaria da esquina. É o mais próximo do formato padrão de livros, bom de ler em telas, e fácil de imprimir com duas páginas por folha. Um elemento importante a se considerar são as margens. Teu propósito é dar um “respiro” ao texto, ajudar a organizar o espaço da folha. Elas não precisam ser iguais, a superior pode ser maior.

Pra configurar o texto, aconselho o uso de quebras de página, porque facilitam a vida – e poupam neurônios. Imagina: o livro está pronto, bonitinho, tudo no teu devido lugar. Mas… Lá no meio faltou uma frase, que é essencial e não pode ser ignorada. Você adiciona a frase e: CAOS! Toda aquela formatação linda que levou horas vai por água abaixo. Pra que isso não aconteça, costumo separar os capítulos com quebras de página antes mesmo de formatar.

Com o potencial de caos resolvido, é hora de pensar cabeçalhos e rodapés. Em e-books teu uso é opcional. Meu conselho é estudar “concorrentes” pra decidir se é um bom uso de espaço ou não. Se decidir não usar, fique à vontade pra pular o próximo sub capítulo.

2. Cabeçalho e rodapé – um ou outro

Pra ser sincera, cabeçalhos e rodapés em e-books me deixam nervosa. Como uso o formato A5, toda área é preciosa. Mas… Se você quer propor a teu leitor a possibilidade de impressão, é bom colocar a informação – no mínimo o número da página e o nome do livro.

Não é possível prever como o programa de leitura vai mostrar as páginas. Isso quer dizer que utilizar um layout espelhado, ou simétrico, tem o potencial de parecer estranho. Por isso aconselho escolher um lado apenas pra a informação, e utiliza-la em rodapé OU cabeçalho, pra não perder muito espaço. Pra formatar o texto do cabeçalho/ rodapé, sugiro usar a mesma fonte do texto (menos é mais!). Pra a fonte, o tamanho ideal é 1 ou 2 pontos menor que o corpo de texto.

Em e-books, sugiro colocar apenas o nome do livro – ou do capítulo -, e o número da página. Lembra, toda área é preciosa. Outra coisa a considerar é a atenção dada ao cabeçalho/ rodapé. A ideia é que a informação esteja disponível, mas sem fazer estardalhaço. Uma analogia gratuita: se o texto é a diva, o cabeçalho/ rodapé é a banda – faz o serviço sem chamar atenção pra si.

3. Biblioteca de estilos – aproveite!

O Microsoft Word oferece a biblioteca de estilos. Com ela, é possível formatar estilos pra cada elemento usado no documento – corpo de texto, títulos, legendas – e aplicá-los aos parágrafos adequados, sem ter que formatar um por um. O documento em branco padrão do Word já vem com uma biblioteca de estilos, que pode ser modificada pra uma vida mais fácil.

Uma sugestão é formatar o texto desejado com teu devido estilo, e depois modificar os estilos. Assim, é possível ver em tempo real as alterações e como afetarão o texto. Se preferir, pode simplesmente atualizar o estilo pra refletir as mudanças que fez a um parágrafo que já estava aliado ao estilo em questão.

Após aplicados os estilos, já pode passar pra parte divertida: escolher fontes! Eu faço dessa maneira porque assim posso ver as modificações ao longo do livro, e como as diferentes opções de formatação se comportam.

4. Fontes – saiba aplicar

O tamanho ideal da fonte pra leitura é, no mínimo, 12pt pra o corpo do texto, e 10pt pra legendas. Este número leva em consideração as fontes Times New Roman e Arial. Antes de escolher, compare com essas duas. A diferença pode ser pouca, mas pode ser gritante.

Sugiro fontes com serifa pra texto corrido, e sem serifa pra textos curtos. A diferença ajuda a marcar o que é um e o que é outro, facilitando a leitura – o maior objetivo do fazedor de livros. Pra títulos, a fonte pode ser decorativa, desde que tenha acentos – muitas não têm.

Pra formatar fontes, sugiro começar pelo texto corrido – o texto do livro em si, sem considerar legendas, títulos, etc. A melhor maneira que encontrei é alterar diretamente o estilo, o que altera o documento inteiro e te dá uma ideia de como o texto vai se comportar ao longo do livro.

5. Parágrafos – os detalhes

Quanto aos parágrafos, têm que ter mais que duas frases. O ideal é no mínimo três. E também não devem ser enormes, e ocupar a folha inteira. A ideia é que o leitor não se assuste com textos muito longos, e que não se perca no meio do caminho.

Uma coisa importante é cuidar as “viúvas”. São aquelas linhas de texto perdidas que correm sozinhas pra a próxima página. Extremamente frustrante!

Outra dica: nunca termine um capítulo com uma página de duas linhas de texto. Se preciso, diminua imagens, altere o espaçamento de linhas. Ou seja criativa e adicione um novo parágrafo pra “encher linguiça” – como este aqui.

6. Imagens – deixe que elas falem

Uma imagem fala mais que mil palavras. E no caso de e-books, isso também vale. Vou começar fazendo um apelo fervoroso: por favor, nunca, jamais, por tudo que há de sagrado no mundo, alargue, contraia, ou faça qualquer outra alteração na proporção da imagem. Dói. Mesmo.

Também importante: delimite a imagem. Pode ser uma borda, um sombreado… Qualquer coisa que deixe claro que a imagem tem limites, mas que não roube atenção. É bom também ancorar a imagem. Isso limita a maneira como é lida – sim, imagens são lidas. Pra ancorar imagens, o recurso mais usado é o da legenda, logo abaixo ou ao lado.

Lembre-se do mantra: Mantenha a consistência. Use sempre a mesma formatação, a mesma linguagem, os mesmos estilos. E também, é possível inserir hiperlinks nas imagens.

7. Caixas de texto – chame atenção

A caixa de texto serve pra chamar atenção a um conteúdo específico. Hierarquizar, de uma certa maneira, a informação apresentada. Mas não é só questão de copiar um parágrafo inteiro e repeti-lo, lado a lado, como corpo de texto e caixa de texto – lembra do pleonasmo vicioso?

Experimente inserir caixas de texto, e formatar de uma maneira que funcione com o projeto gráfico. Vale também fazer um estilo pra o texto da caixa. Este afetará apenas o texto, não a formatação da caixa em si.

Tome cuidado pra que haja bastante contraste entre as cores do texto e da caixa – a ideia é facilitar a leitura. Experimente com o recurso, e encontre algo que funcione. Ah, e também é possível inserir hiperlinks nas caixas de texto!

8. Links – use e abuse

A grande vantagem do e-book é que ele é, acima de tudo, um hipertexto, como qualquer outro documento virtual, e permite a possibilidade de usar links. Tanto pra conteúdo externo (como em sites) quanto pra conteúdo interno – dentro do próprio livro – como sumários.

Muito cuidado na hora de pensar a formatação dos links. Vale lembrar que eles devem ser diferentes, ou ninguém vai saber que estão lá, mas também que devem complementar o texto, ou parece erro de formatação. E com certeza ninguém quer desses.

Links são muito úteis em e-books, e vale a pena explorá-los. Podem ser pra outros lugares – sites de referência, de parceiros – ou pra dentro do próprio livro – conteúdo relacionado, exemplos. Use e abuse dos links, os leitores agradecem!

9. Sumário – agora é fácil

Lembra quando sugeri usar a Biblioteca de estilos? Pois é, na hora do sumário, ela ajuda e muito! Basicamente, o trabalho está 90% feito.

A ferramenta Sumário é meio enjoada, não vou te mentir. Mas depois de colocar e formatar, basta atualizar pra refletir alterações no texto. Isso vai de numeração de páginas a novos capítulos inseridos. Sugiro deixar pra o fim e facilitar a vida.

Sugiro testar diferentes formatações, até encontrar uma que agrade. E se, por acaso, precisar alterar qualquer coisa – inserir novos tópicos, ou retirar algum, ou alterar o número de páginas -, não se desespere! Não precisa começar do zero, basta atualizar o sumário existente.

10. Capa – seduza

A capa é a cara do livro. A primeira coisa que o futuro leitor vê. É a principal ferramenta de marketing, e a mais barata. Acima de tudo, é a maneira de seduzir o leitor.

Sugiro começar fazendo uma pesquisa de mercado. Procure livros que tratem do mesmo assunto do seu, e estude suas capas. Esta pesquisa dá uma ideia do que está sendo feito agora nesse nicho de mercado, e serve tanto como exemplo do que fazer e do que não fazer. Procure não se estender muito nesta fase, e fazer uma análise bastante objetiva.

A pesquisa te dará uma ideia inicial de como a capa deve ser – cores, disposição dos elementos, etc. Posicione os elementos principais – título, autor, editora se houver -, e passe pra a “sedução”. Uma maneira de fazer isso é adicionar imagens, texturas, ou padrões – ou todos juntos -, desde que não roubem atenção do título, e sim acrescentem ao resultado final.

O importante pra a capa é que informe ao leitor não só o nome do livro e do autor, mas também do que trata. E principalmente pra quem trata. A primeira relação de empatia do leitor é com a capa, portanto SEDUZA!

11. Salvando o .pdf – publique!

Se você está usando o Microsoft Word, a partir da versão 2007 já é possível salvar arquivos em formato .pdf. Basta tomar cuidado com alguns detalhes pra ter certeza que o e-book poderá ser lido e impresso – ou não -, por seus leitores.

Se quiser permitir a impressão do e-book, selecione a opção “Otimizar para: Padrão” na janela “Salvar como”; se quiser permitir apenas a leitura, selecione “Otimizar para: Tamanho mínimo”. Sugiro também usar as opções “Autores” e “Título”, disponíveis abaixo do tipo de arquivo. Estes campos são metadados, e ajudam os buscadores da internet a encontrar o teu e-book.

Revise o arquivo final, revise o arquivo final, revise o arquivo final. De preferência, peça ajuda pra revisar o arquivo final. Dê um tempo entre revisões. Revise uma última vez. E o e-book está pronto!

Gostou das dicas? Quer fazer o teu e-book, mas não sabe como?
Em Como fazer O SEU e-book, te ensino passo a passo como fazer e-books usando o Microsoft Word, o processador de textos mais usado no mundo!

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Bibiana

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Diva mor na Bergamota Design. Designer por formação. Mestranda por opção. Curiosa incurável. Stand up comic nas horas vagas.

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